segunda-feira, 11 de julho de 2011

ONDE ESTÁ O NOSSO ALIMENTO??

Como naqueles livros infanto-juvenis onde tínhamos que encontrar o menino chamado Wally em meio a uma grande e complicada ilustração, também hoje estamos a procura dos alimentos utilizados pela indústria. Em meio a tantos ingredientes confusos e desconhecidos, onde está o nosso alimento? Esse tema mobilizou a mais brilhante conferência realizada no 71º. Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), realizado em San Diego  na ultima semana do mês de junho passado.

A conferencista, Dra Barbara Corkey, descreveu a presença de cerca de 400 aditivos alimentares, utilizados pelos fabricantes de alimentos, praticamente desconhecidos. Ninguém sabe ao certo quais seriam os seus efeitos a longo prazo em nosso organismo. A pesquisadora partiu de um exemplo bem definido: um sorvete fabricado nos Estados Unidos com 20 itens em sua lista de ingredientes, dos quais apenas 4 deles eram alimentos e os outros 16 eram aditivos. Entre eles, corantes, conservantes, aromatizantes, espessantes e os adoçantes artificiais.

Realmente, os nossos alimentos não são mais os mesmo, nas palavras da Dra Corkey.  A indústria vem conseguindo associar centenas de aditivos que dão aparência, cor, sabor e aroma aos alimentos, tornando-os irresistíveis. Além de tudo isso, eles conseguem ser competitivos e ainda passam uma idéia irreal de alimento saudável.

A pesquisadora demonstrou que um dos mais conhecidos e utilizados espessantes para a produção de alimentos industrializados, o monoacilglicerol, causaria alterações em nosso metabolismo com a geração de radicais livres. Esses compostos seriam capazes de alterar a nossa secreção de insulina no sentido de propiciar a epidemia de obesidade e diabete em todo o mundo.

Na verdade, quando olhamos para os rótulos dos alimentos industrializados, não conseguimos encontrar o Wally que representa o nosso verdadeiro alimento. Esses estudos e o prêmio que enriqueceu o currículum da Dra Barbara, deve servir de alerta para uma nova atitude que pode trazer de volta o alimento saudável ao nosso prato.  Os cereais, frutas, verduras e legumes frescos que o Brasil sempre produziu em abundância e alimentou seu povo. 

GULA

Um estudo revelou que a gordura contida em alimentos como batatas fritas desencadeia um mecanismo biológico de gula no organismo que atua de modo similar aos efeitos da maconha.
A pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Califórnia, descobriu que quando provaram comidas gordurosas, ratos, utilizados como cobaias na pesquisa, começaram a produzir substâncias químicas conhecidas como endocanabinóides, uma espécie de lipídios biologicamente ativos, que exercem um efeito semelhante ao da maconha sobre o indivíduo.

O processo, relata a pesquisa, tem início na língua, onde as gorduras contidas no alimento geram um sinal que viaja do cérebro, através de um feixe de nervos conhecido como nervo vago, para o intestino. Lá, ocorre o estímulo na produção de endocanabionóides, e a substância provoca uma onda de ativação celular, que induz à ingestão desenfreada de alimentos gordurosos.

''Nós sabemos que comidas gordurosas podem ter um um bom sabor, mas os mecanismo moleculares e sinais por trás dessa resposta eram desconhecidos. Agora sabemos que comidas gordurosas geram um sinal na língua que leva o intestino delgado a produzir as substâncias químicas conhecidas como a maconha natural do corpo humano, que induzem ao consumo de gordura '', afirma Daniele Piomelli, que comandou a pesquisa.

A pesquisa pode indicar novos caminhos na luta para conter a obesidade e outras doenças, segundo os cientistas envolvidos no estudo.

A ampla disponibilidade de alimentos gordurosos em países industrializados é considerada um fator determinante para condições como a obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

O estudo sugere que pode ser possível conter a compulsão de se comer alimentos gordurosos ao se obstruir atividades endocanabinóide, por meio da utilização de medicamentos que bloqueiam a ação desses lipídios.

Como tai drogas bloqueadoras não precisam penetrar no cérebro, elas não teriam porque causar efeitos colaterais, como ansiedade e depressão, que surgem quando a ação endocanabinóide é bloqueada no cérebro, conta Piomelli.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CUIDADO COM O QUE DIZEM POR AÍ...

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve publicar hoje no Diário Oficial a suspensão da propaganda e da venda de DietMax no Brasil. Trata-se de um produto para emagrecer vendido pela internet que se autodenomina fitoterápico e promete perda de peso rápida e de forma natural.

Segundo a Anvisa, o produto é ilegal e não possui registro - todo fitoterápico precisa do aval da agência. Ele é vendido no país desde abril e diz que a pessoa pode perder até 11 quilos em quatro semanas. Em uma das propagandas divulgadas no Facebook, o DietMax usa imagens da cantora Ivete Sangalo e da atriz Juliana Paes, dizendo que elas perderam 15 quilos após usarem o produto.

Ambas negam terem usado o emagrecedor e não autorizaram o uso da imagem. Ivete acionou advogados e postou uma mensagem no Twitter para alertar os fãs. Juliana estuda providências.

Segundo Ricardo Guimarães, representante de vendas no Brasil, o DietMax é composto por psyllium, quitosana, biotina, gelatina e glicerina umectante. "A quitosana tem a capacidade de eliminar os adipócitos (células de gordura), o psyllium auxilia na moderação do apetite", diz. Sobre a propaganda no Facebook, ele diz que a empresa tem um programa de afiliados que divulgam o produto conforme as leis, responsabilizando-se por suas páginas.

A endocrinologista Gláucia Carneiro, do ambulatório de obesidade da Unifesp, diz que nenhum desses compostos é capaz de atuar no emagrecimento. "Se existisse algum produto que eliminasse os adipócitos, seria a cura da obesidade no mundo", afirma.

Centenas de mulheres compraram o DietMax, segundo depoimentos em blogs. Nem todas estão satisfeitas. No site Reclame Aqui há cerca de 50 reclamações de que o produto não chegou ou foi entregue sem nota fiscal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Texto: UOL